"O importante e bonito do mundo é isso: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas,
mas que elas vão sempre mudando. Afinam e desafinam"

Guimarães Rosa

25 de jan de 2012

FELICIDADE: COMO ENCONTRÁ-LA?

Helen Messias Guzmán*
Sabemos que tudo o que fazemos parece ser uma forma de buscarmos a felicidade. Quando compramos uma casa, fazemos uma faculdade ou resolvemos nos casar ou ter um filho, são maneiras de buscarmos ser mais felizes. Todo ser humano anseia pela felicidade, mesmo que possamos buscar caminhos que não levem a ela, na verdade o que procuramos é a felicidade. Mas, então, como encontrá-la?...
A ciência confirma que pessoas felizes têm um conjunto de atitudes diante da vida que favorecem a felicidade. Mas o que é felicidade?
Seligman (2004) afirma que a felicidade se constrói a partir de três elementos: prazer, engajamento e significado.
Prazer é aquela sensação que envolve nosso corpo quando fazemos algo que gostamos....como ouvir uma boa música ou comer seu prato preferido em companhia agradável. Ou seja; para sermos felizes precisamos ter momentos de prazer, é importante fazermos aquilo que gostamos. Porém, o prazer não é o elemento mais importante da felicidade. Sabe por quê? Porque o prazer acaba, não dura para sempre, além disso, nos acostumamos ao prazer e se vivermos de forma muito prazerosa nos adaptamos a tal ponto que passamos a não dar mais valor ao que temos.
Vamos então ao segundo elemento da felicidade: o engajamento.
Engajar é envolver-se profundamente com aquilo que você faz, a ponto do tempo passar e você não perceber, é quando olhamos no relógio e nos surpreendemos com a hora; entramos em um estado chamado “flow”... você está tão envolvido com o que faz que a hora passa e você não percebe. Pessoas felizes são pessoas que se engajam no que fazem.
E o terceiro elemento da felicidade é o significado. É você perceber que sua vida tem sentido; tem um propósito maior. Aqui entramos no campo da espiritualidade. Precisamos perceber que nossa vida está ligada a algo maior. E o que dá significado a nossa vida? Trabalhar, como malucos e deixar de acompanhar nossos filhos em seus melhores momentos? Acumular riquezas e querer sempre mais? Fazer muitas plásticas e lipoesculturas, não demonstrando os sinais do amadurecimento? Construir casas cada vez mais caras? Usar roupas de marcas? Frequentar festas concorridas e desfilar o melhor vestido?
Ou será que o que dá mais significado a nossa vida e nos deixa mais felizes é fazermos o bem ao outro e termos verdadeiros amigos? Termos uma relação amorosa com nossos filhos e procurarmos estar presentes, apesar de trabalharmos bastante?
Estudiosos da felicidade afirmam que pessoas mais felizes têm sentimento de gratidão, demonstram contentamento, quer dizer, valorizam o que possuem, evitando comparar-se com aqueles que possuem mais que ele, preferem comparar-se com aqueles que possuem menos ou não possuem.
Outra atitude presente nas pessoas felizes é que elas  aproveitam, desfrutam cada momento da vida, como se eles fossem únicos, pois o aqui agora nunca mais irá se repetir.
Um das mais premiadas pesquisadoras da felicidade, Lyubomirsky (2008) afirma que a vida de pessoas consideradas mais felizes não é acompanhada de acontecimentos fantásticos e gloriosos e a riqueza não é um elemento importante para nos trazer  felicidade, o que vale é como nos portamos diante da vida e o quanto nos sentimos úteis à humanidade e à comunidade a que pertencemos.

* Helen Messias Guzmán é psicóloga, professora e supervisora clínica de gestalt-terapia do CESUMAR/ presidente do Instituto Maringaense de Gestalt-terapia. (CRP: 08/04499) 

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